Como potencializar a capacidade de inovação da minha empresa?

Como potencializar a capacidade de inovação da minha empresa?

Introdução

A todas as empresas se impõe a seguinte questão: como é possível potencializar minha capacidade de inovação?

Baseado na experiência no atendimento a empresas de portes variados e com estratégias de inovação variadas, posso dizer que são, num modelo reduzido, dois os pilares que dão força e o ritmo à inovação numa empresa: recursos e gestão.

Recursos para a Inovação

Pessoas

Em primeiro lugar citaremos as pessoas como principal recurso para inovação. Sem pessoas não há ideias e, portanto, não há mudanças que geram valor.

Somente um ser humano tem a capacidade de perceber necessidades pouco aparentes – ou quiçá inexistentes – e a partir disso ter ideias que possam gerar produtos, processos ou serviços capazes de gerar valor para seus usuários.

Essas pessoas devem estar motivadas e compromissadas com a organização. Além disso, devem ter as competências necessárias e estarem dispostas a encarar os enormes desafios do mercado.

Funding

Por funding  entendemos os recursos financeiros necessários para que organização possa realizar atividades com potencial para gerar inovação em sua atividade empresarial.

Além dos próprios recursos em caixa, a empresa pode otimizar a alocação de recursos em inovação através de alternativas como¹:

  • Recursos não reembolsáveis (p.e. chamadas públicas, EMBRAPII, Fundos Estaduais de Amparo à Pesquisa);
  • Recursos de Terceiros (p.e. Capital de Risco, Dívida, Investidor Anjo);
  • Financiamento a taxas subvencionadas (p.e. FINEP, BNDES);
  • Incentivos Fiscais (p.e. Lei do Bem).

A utilização combinada desses diversos instrumentos é capaz de reduzir drasticamente o necessidade de alocação de recursos próprios, normalmente mais caros. Além disso, o uso de incentivos fiscais como a Lei do Bem e de recursos não reembolsáveis da EMBRAPII podem reduzir em até 60% o orçamento de um projeto e, consequentemente, reduzir seu payback.

O processo de investimento em inovação necessariamente deve resultar em um ciclo virtuoso de inovação (figura abaixo), no qual o excedente do resultado obtido pelas inovações converte-se em maior capacidade de investimento.

Como potencializar a capacidade de inovação da minha empresa? | Ciclo Virtuoso da inovação

 

 

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Gestão da Inovação

O outro pilar para a inovação em uma empresa é a gestão. Com isso reconhecemos que a Gestão da Inovação, longe de “engessar” o processo inovativo, é capaz de potencializá-lo se for bem executada.

“Gestão e inovação nem sempre se encaixam confortavelmente”, dizia Lewis Lehro sobre os primeiros anos na 3M. Ou seja, para ele havia um conflito entre gestão e inovação.

No entanto, esse conflito é apenas aparente. Longe de “engessar” o processo inovativo, a gestão o potencializa para a geração de valor. As palavras de Howard Smith, da Computer Sciences Corporation, apontam nessa direção:

“No passado, a inovação era em grande parte definida pela criatividade e pelo desenvolvimento de novas ideias. Hoje, o termo abrange projetos coordenados voltados para o aprimoramento dessas ideias e sua conversão em desenvolvimentos que impulsionem o lucro líquido.”

Nessa direção aponta uma das mais recentes iniciativas da ISO (Organização Internacional de Normalização), que criou um comitê de estudos internacional com o intuito de mapear as melhores e mais consolidadas práticas de inovação existentes entre seus países membros. Com essa iniciativa teve início a elaboração da família de normas ISO 56000, dentre as quais temos a ISO 56002, que propõe diretrizes para um Sistema de Gestão da Inovação.

Como e quando usar esses Recursos para Inovação?

Não é suficiente apenas conhecer os recursos disponíveis para potencializar a inovação de sua empresa. É necessário, além de conhecê-los, saber quais são os mais aderentes à estratégia de inovação adotada e, em última instância, como poderão ser inseridos no planejamento estratégico de negócio.

Incentivos fiscais para inovação

O uso, por exemplo, de incentivos fiscais como os da Lei do Bem pressupõe o atendimento a alguns requisitos fiscais, os quais nem sempre podem atendidos pela empresa.

Recursos de terceiros

A captação de recursos de terceiros deve estar alinhada ao planejamento estratégico de longo prazo. No caso de atração de investidores, a que se considerar que estes passarão a ter participação no negócio. Se a opção cogitada for a de emissão de dívida, devem ser considerados fatores como taxa de juros e viabilidade econômico-financeira do projeto. Enfim, é uma decisão a ser tomada somente após muita reflexão.

Captação de recursos reembolsáveis e não reembolsáveis

Há diversas fontes de recursos, sejam eles reembolsáveis ou não reembolsáveis.

Entre os reembolsáveis temos linhas de financiamento para a inovação disponibilizadas, por exemplo, pelo BNDES e FINEP. Tais linhas contam com vantagens no tange às taxas e à carência para início do pagamento.

Entre os reembolsáveis temos, por exemplo, recursos disponibilizados pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) e pela EMBRAPII, onde tais agências alocam recursos para a realização do projeto. Esses recursos não precisam ser devolvidos, como ocorreria num financiamento. Em contrapartida, a empresa também deve alocar recursos, dividindo o risco do projeto.

 

 

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Como implementar um processo de Gestão da Inovação?

Permita-me ressaltar insistentemente um ponto importante: apesar do aparente conflito, a padronização do processo de inovação, ao invés de inibir a criatividade, a potencializa através de um Sistema de Gestão da Inovação que sistematiza esse processo através de diretrizes claras e objetivas; métricas pré-definidas; estratégias organizacionais definidas previamente etc.

Podemos considerar o Sistema de Gestão da Inovação proposto pela ISO 56002 como um “atalho” para inovação. Isso porque ela traz em si mesma diretrizes para sistematizar o processo inovativo, organizando e potencializando o fluxo de inovação.

Portanto, a implementação da ISO 56002 é indicada às empresas que:

1)   Ainda não inovam de maneira sistemática, precisando ainda criar processos de inovação;

2)   Já inovam, mas aquém de sua capacidade em virtude da falta de processos estruturados.

 

Se você quer saber quais Recursos para Inovação estão disponíveis e são aderentes ao seu negócio, entre em contato conosco.

 

¹ SCHERER, Felipe Ost; CARLOMAGNO, Maximiliano Selistre. Gestão da inovação na prática: como aplicar conceitos e ferramentas para alavancar a inovação. Editora Atlas, 2009.


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